Faz parte do ser sonhar. Faz parte do ser viver experiências. Faz parte do ser procurar e encontrar.
De mim, além de tudo isso, faz parte escrever. Faz parte criar. Criar com letras, palavras e frases.



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Momento.

E era uma vez um momento.
Uma hora, uma data, um local.
Uma acção, uma pessoa, um desejo.
Um momento por que se anseia em aceder.
Poder remar de volta à partida, poder fazer a seta voltar, poder calar as palavras ditas.
Mas mais do que reter acções, voltar atrás para as poder praticar.
Para em vez de fazer a seta voltar, não se arrepender por não a ter lançado.
Em de remar de volta à partida, poder começar algo.
Em vez de calar as palavras, poder saber o que iria acontecer se as dissesse.
Se o fizesse.

E era uma vez um momento.
Um momento de sabor, paixão e emoção.
Com proezas acabadas e canções cantadas.
Com saltos dados, e com frases escritas.
Com sorrisos prometidos e abraços devidos.
Com trocas, com surpresas e certezas.

E era uma vez um momento.
Sem arrependimentos e injustiças.
Um momento sem amarguras.
Sem tímidos olhares e sem meios sorrisos.
Sem virar costas e sem pseudo-apoios.
Sem falsidades e improfundidades.

E era uma vez um momento.
Um momento feliz para sempre.
Um momento perfeito.

Mas um momento inumano.